IMPRENSA

10/07/2012 - Notícias
Brasil ocupa 31ª posição em ranking de segurança alimentar

O Brasil ocupa a 31ª posição entre 105 países avaliados pelo Índice Global de Segurança Alimentar, indicador lançado mundialmente nesta terça-feira (10).

O levantamento, feito pela Economist Intelligente Unit (EIU) em parceria com a Du Pont, levou em consideração 25 indicadores relacionados a preço, acessibilidade, qualidade e valor nutricional dos alimentos disponíveis para a população desses locais.

O país alcançou pontuação 67,6 numa escala que vai até 100.

De acordo com os responsáveis pelo índice, apesar de ser um dos líderes na produção de alimentos no mundo, o Brasil ocupa uma posição intermediária devido principalmente a problemas de infraestrutura agropecuária. Como resultado, há aumento de custo e dificuldades de acesso a alimentos para parte da população.

Outro fator que influencia negativamente o índice brasileiro é o baixo PIB per capita, que resulta na necessidade de maior investimento das famílias na compra de alimentos com relação à renda.

Por outro lado, o país apresenta indicadores positivos com relação ao compromisso com padrões nutricionais e a programas de proteção social, como o Fome Zero e Bolsa Família, que oferecem acesso a alimentos para populações mais carentes.

Com relação a outros países da América Latina, o Brasil ocupa a terceira posição, atrás de Chile e México.
O indicador é liderado pelos Estados Unidos, país que tem a maior disponibilidade de alimentos para sua população. Em seguida vêm Dinamarca, Noruega, França e outros países europeus. As últimas 20 colocações no índice são ocupadas por países africanos, com exceção de Camboja (na posição 89) e Haiti (102).

ÍNDICE

Segundo o analista da EIU Robert Wood, que participou da elaboração da ferramenta, o principal motivador para sua criação foi a inexistência até agora de um indicador mundial para mensurar iniciativas e problemas relacionados à questão alimentar.

"Dar visibilidade a esses dados é uma forma de incentivar ações para melhorar a situação de cada país", diz.
Ele destaca ainda que a preocupação com a alimentação é uma questão que vai ganhar cada vez mais importância à medida em que cresce a população mundial. "É um grande desafio alimentar uma população que deve chegar a 9 bilhões de pessoas em 2050."

Para o coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Rodrigues, o índice é importante para o Brasil por mostrar claramente sua posição com relação aos outros países do mundo.

"É uma grande ajuda para dimensionar o quanto estamos atrasados com relação aos outros na questão alimentar. Espero que o índice seja utilizado para nortear estratégias integradas para a agricultura brasileiro de modo a promover uma redução de custos e um melhor aproveitamento da produção nacional."

O índice terá atualizações trimestrais de câmbio e cotações de produtos, e tem previsão de uma revisão mais abrangente a cada dois anos. Os dados da pesquisa estão disponíveis no site http://foodsecurityindex.eiu.com

FOLHA - Thiago Fernandes

 

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